Dino prorroga afastamento de vice-prefeito adversário de Alcolumbre

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


STF prorroga afastamento de vice-prefeito de Macapá em meio a investigações sobre licitações e emendas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino prorrogou por tempo indeterminado o afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mario Neto (Podemos). A decisão foi anunciada neste sábado, três dias após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF. A medida visa assegurar a continuidade das investigações sobre possíveis desvios em emendas parlamentares destinadas ao município entre 2020 e 2024, com foco em licitações e na obra do Hospital Municipal.

A prorrogação envolve ainda a secretária municipal de Saúde, Érica Aymoré, e o presidente da comissão de licitações, Walmiglisson Ribeiro. Dino manteve a proibição de acesso a prédios públicos e aos sistemas da prefeitura para os investigados, mantendo o município sob supervisão de medidas cautelares.

A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal feito na quinta-feira (30/4) e contou com aval da Procuradoria-Geral da República. A PF pediu a extensão por 120 dias ou pelo período que o ministro considerasse adequado.

Relator no STF, Dino argumentou que há indícios de tentativa de interferência direta nas investigações após o afastamento inicial da gestão municipal. Entre os relatos citados, estariam pagamentos milionários efetuados logo após a saída dos gestores, retirada de HDs, invasões em setores sensíveis e dificuldades de acesso a sistemas da prefeitura.

Para o magistrado, esses fatos sugerem uma ação coordenada com potencial de frustrar a apuração e até ocultar provas. A investigação apura o possível desvio de cerca de R$ 129 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município entre 2020 e 2024, com foco em irregularidades em licitações, especialmente na obra do Hospital Municipal de Macapá.

No caso do vice-prefeito, a decisão tem peso político. Com a renúncia do prefeito Dr. Furlan (PSD) em março, Mario Neto poderia assumir a prefeitura. Contudo, o STF entendeu que permitir o retorno agora representaria risco direto às investigações.

Com o despacho, Macapá permanece sob o comando interino do presidente da Câmara Municipal, Pedro da Lua, aliado de Davi Alcolumbre, ambos filiados ao União Brasil.

E você, leitor, o que acha sobre a prorrogação do afastamento e o andamento das investigações na cidade? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da administração de Macapá.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Autorizações para CACs despencam 85% no DF. Veja números

Resumo: Em Brasília, o registro de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) despencou 85% nos últimos anos, mas o quadro ainda é expressivo. De...

PM prende homem suspeito de tráfico de drogas no bairro de São Bartolomeu, em Salvador

Polícia Militar da Bahia, por meio da Companhia de Patrulhamento Tático Móvel (Rondesp BTS), prendeu neste sábado (23) um homem suspeito de tráfico...

Massoterapeuta que estava sumido há quase um mês é encontrado morto

O massoterapeuta Yuri Sant’Anna, 31 anos, que estava desaparecido há quase um mês após deixar o apartamento onde morava sozinho na região da...