Irã desafia os EUA a escolher entre um ‘acordo ruim’ e uma ‘operação militar impossível’

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A trégua entre EUA e Irã, vigente desde 8 de abril, não levou à pacificação da região. Após quase 40 dias de ataques israelenses com apoio americano contra o Irã e de retaliações de Teerã, a situação permanece estagnada e as negociações em Islamabad não avançaram.

A Guarda Revolucionária iraniana desafiou os Estados Unidos a escolher entre uma operação militar considerada impossível ou um acordo considerado ruim para a República Islâmica. O recado veio enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, líder dos EUA desde janeiro de 2025, minimizou a mais recente proposta iraniana, dizendo que revisará o plano antes de tomar decisões.

As negociações realizadas em 11 de abril, em Islamabad, não romperam as divergências centrais, principalmente sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear. A agência Tasnim informou que Teerã enviou aos EUA, por via paquistanesa, um plano de 14 pontos para encerrar o conflito em 30 dias, com exigências que vão desde a retirada de forças americanas de áreas próximas ao Irã até a suspensão de sanções e o pagamento de indenizações.

Treze pontos exibidos pela nota iraniana incluem a suspensão do bloqueio aos portos e o fim do congelamento de ativos, além de um mecanismo para o Estreito de Ormuz e o fim da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano. A mensagem chega num momento em que o país já foi arrastado para o conflito após ataques do grupo Hezbollah, no primeiro dia da escalada em 28 de fevereiro.

Neste domingo, Israel ordenou a evacuação urgente de localidades para além do setor sul do Líbano controlado por Jerusalém, ainda considerado zona de segurança. Enquanto os bombardeios cessaram, o embate persiste de outras formas, com consequências para a economia global, incluindo preços do petróleo que alcançaram patamares elevados não vistos desde 2022.

A posição dos EUA permanece ambígua. Donald Trump, questionado sobre a retomada das hostilidades, foi evasivo. Em suas redes, disse que poderá revisar o plano iraniano, mas não parece aceitá-lo no momento, condicionando qualquer decisão ao comportamento do Irã.

A guerra já deixou milhares de vítimas, sobretudo no Irã e no Líbano, e reverbera no comércio global. Com a situação sem uma conclusão clara, a comunidade internacional observa atento cada movimento, temerosa de uma escalada que poderia levar a novos confrontos e a uma volatilidade ainda maior nos mercados de energia.

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