Resumo: O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta inflação de 4,89% para 2026 e sinaliza queda gradual da Selic, com previsões de crescimento moderado da economia e câmbio estável, influenciados por fatores externos.
A estimativa para o IPCA deste ano foi elevada pela oitava semana consecutiva, com o peso dos combustíveis e de itens de alimentação, pressionados pela guerra no Oriente Médio. A meta oficial continua em 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, 1,5% a 4,5%.
Em março, o IPCA subiu 0,88% e 12 meses ficaram em 4,14%, conforme o IBGE. O resultado reforça o desafio de manter a inflação dentro da meta.
O BC mantém a taxa Selic em 14,5% ao ano. Na última reunião, o Copom cortou a taxa em 0,25 ponto percentual, a segunda redução consecutiva, mas não sinalizou com clareza o caminho futuro diante das pressões externas. O próximo encontro para decidir a Selic é 16 e 17 de junho.
As projeções para o fim de 2026, segundo o Focus, apontam a Selic em 13%, com quedas para 11% em 2027, 10% em 2028 e 2029. O cenário para a inflação acompanha esse movimento, ainda que sob volatilidade externa.
Quanto ao PIB, as previsões mantêm crescimento de 1,85% em 2026, 1,75% em 2027 e 2% para 2028 e 2029. Em 2025, a economia avançou 2,3%, com destaque para a agropecuária.
No câmbio, o Focus aponta dólar em torno de R$5,25 no fim de 2026 e aproximadamente R$5,30 em 2027.
Esses números refletem um cenário de alta inflação pressionada por choques externos, com ajuste gradual da política monetária e expectativas de demanda estável. O caminho permanece sensível aos desdobramentos geopolíticos e às condições da economia global.
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