Corpo de Bombeiros apura uso de viatura em obra ligada a ex-comandante da corporação em Vilas do Atlântico

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O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) abriu uma sindicância para apurar o possível uso irregular de uma viatura durante a reforma de um imóvel ligado ao ex-comandante Adson Marchesini, em Vilas do Atlântico. A investigação ganhou força após imagens de uma picape L200 Triton, placa RDQ-3A89, sendo flagrada transportando materiais de construção para um endereço particular.

Segundo o CBMBA, veículos oficiais integram o patrimônio do Estado e devem atuar apenas em serviço público. O procedimento busca esclarecer as circunstâncias em que a viatura foi utilizada na gestão de Marchesini, cuja atuação coincide com a obra. O imóvel fica na Rua do Sossego, terceira etapa de Vilas do Atlântico, com escritura em nome de Adla Angelini Almeida, apontada como irmã de consideração do ex-comandante; Marchesini confirmou ser proprietário da residência.

Moradores da região relatam que a reforma teve alto investimento. “Ele vinha acompanhar a reforma. Quase demoliu a casa inteira”, afirmou uma vizinha, em anonimato. A obra começou há mais de um ano e terminou há cerca de quatro meses. Durante esse período, a viatura, registrada em nome do Corpo de Bombeiros, teria transportado materiais de construção. Imagens mostram um homem retirando blocos de cimento do veículo, enquanto outro trabalhador aparece na carroceria. Naquela época, Marchesini ainda comandava a corporação.

Em 25 de março, Marchesini anunciou pré-candidatura a deputado federal; ele foi exonerado do cargo em abril do ano passado. Questionado sobre o uso do veículo, o ex-comandante afirmou que utilizava a picape apenas para se deslocar até a obra, negando transporte de materiais. “Tem carro que me serve. Fui ver a obra várias vezes. Meu motorista me levava. Posso ter levado alguma coisa quando fui. É normal, mas carregar material, não, nunca”, disse.

A apuração segue para esclarecer se houve irregularidade e quais medidas cabem ao Estado. Enquanto isso, moradores da região esperam os devidos esclarecimentos para manter a transparência na gestão de bens públicos.

Agora queremos ouvir você: qual é a sua opinião sobre o caso envolvendo o CBMBA, Vilas do Atlântico e o ex-comandante Marchesini? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão.

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