Em meio a luto e desistências, candidaturas da AL-BA à Câmara dos Deputados caem para 5 nomes

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Desfalques, mortes e desistências marcam a corrida pela Câmara dos Deputados na Bahia, que fica com apenas cinco candidatos em meio a rachas internos e estratégias de alianças entre legenda de governo e oposição. A tramitação das candidaturas ganhou novo contorno após a perda de um pré-candidato e a tentativa de reorganizar fórmulas de disputa em meio ao apoio de grandes nomes da política estadual.

Em janeiro, o deputado Alan Sanches, da base aliada, faleceu aos 58 anos, vítima de infarto dentro de Salvador. A sua morte abriu uma fissura entre o aliado que planejava a “dobradinha” com o parlamentar e o filho, Duda Sanches, que já ensaiava a continuidade do legado dele na Câmara. Dois nomes disputam o espólio eleitoral de Alan: Ditinho da Avivip, de Santo Antônio de Jesus, e o vereador Duda Sanches, de Salvador, com o candidato a governador apoiado pelos dois lados.

No âmbito de União Brasil, Robinho permanece como candidato ao Legislativo federal, fortalecendo a base no interior com apoio de ACM Neto e podendo fazer dobradinha com o ex-prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo. A região de Nova Viçosa também entra no radar, onde a esposa de Robinho, Luciana Machado, é prefeita, além de ligazões com o agronegócio.

Na linha do governo, o grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues ressalta Olívia Santana (PCdoB) e Vitor Bonfim (PSB) como candidatas ao Legislativo. Olívia, com forte base em Salvador, foi a parlamentar mais votada na federação que inclui PT, PCdoB e PV nas eleições de 2022, com 92.559 votos, e mira expansão no interior, com perspectiva de boa votação em Santo Amaro e Wenceslau Guimarães. Bonfim, que enfrentou entraves na janela partidária, se vê com cenário mais sólido após a chegada de aliados ao PSB e busca votos na região de Brumado, no Sudoeste.

Desistências também aparecem no cenário. Roberto Carlos (PV) abriu mão após meses de indefinição, enquanto Andrei Gonçalves (MDB) não obteve o apoio esperado do governo para levar sua candidatura aos municípios. Raimundinho da JR (PL) não tentará renovar mandato na AL-BA e não disputará a Câmara neste ciclo, após tentativas frustradas de disputar por outras siglas.

Uma possível mudança de caminho ficou no radar quando a ideia de João Leão (PP) trocar a Câmara pela Assembleia da Bahia foi abortada. O ex-parlamentar, que já se afastou da política ativa aos poucos, hoje atua como secretário de Governo de Salvador (Segov) no lugar do filho Cacá Leão, pré-candidato a deputado federal. A bancada local, no entanto, analisa o real impacto dessa queda de braço entre planos para Brasília e estruturas políticas já consolidadas.

E você, como enxerga o novo mapa de alianças e desistências da Bahia para a Câmara? Quais candidaturas têm mais chances de puxar votos em cidades do interior e na capital? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da nossa conversa sobre as eleições que moldam o futuro político da região.

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