O Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Sindepo-DF) denunciou nesta terça-feira que transferências de delegados não estariam fundamentadas no interesse público nem na legalidade. A mobilização ocorre após a Justiça do Distrito Federal negar o pedido do delegado Laércio de Carvalho Alves para anular a remoção de unidade.
Segundo o sindicato, o episódio envolve uma remoção de unidade ocorrida após um caso registrado no plantão da 16ª Delegacia de Polícia, em Planaltina. Um preso em flagrante passou a noite na sala do delegado, em vez de ficar em uma cela, o que provocou apuração interna e a subsequente transferência de Laércio para a Central de Recepção de Flagrantes (Ceflag), em São Sebastião.
O Sindepo afirma que não aceitará transferências arbitrárias ou motivadas por pressões políticas, econômicas ou institucionais. A entidade reforça que a autonomia funcional da Polícia Civil do Distrito Federal deve ser preservada e que qualquer tentativa de violar essa autonomia será combatida com medidas cabíveis.
A entidade também destaca que mudanças de lotação devem obedecer a critérios impessoais e transparentes. Além disso, promete ações legais — administrativas, cíveis e criminais — contra os responsáveis por práticas de abuso de poder, desvio de finalidade ou perseguição funcional, para assegurar a atuação jurídica e técnica independente dos delegados.
A discussão chega à cidade e aos moradores que acompanham o trabalho das forças de segurança. Como você enxerga a transparência das transferências e a autonomia da Polícia Civil? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o tema.
