Duas ativistas estrangeiros, Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, tiveram a prisão prorrogada até domingo após serem detidos pelas forças israelenses durante uma flotilha que buscava romper o bloqueio a Gaza e levar ajuda humanitária ao território devastado.
Os dois foram detidos na costa da ilha de Creta e levados a Israel para interrogatório, enquanto os demais ativistas da flotilha foram transferidos para uma ilha grega e libertados.
Um tribunal de Beersheba rejeitou o recurso apresentado pela defesa e manteve a prorrogação da detenção até domingo, para que a polícia tenha mais tempo de investigar as ligações apresentadas contra eles, segundo a advogada Hadeel Abu Salih.
A advogada afirmou que a prisão ocorreu em águas internacionais, sem autorização, e que houve maus-tratos durante a retenção, incluindo isolamento intenso. As autoridades israelenses negam as acusações de ilegalidades e de abusos.
A ONG Adalah, que representa Ávila e Abu Keshek, diz que as autoridades os acusam de vínculos com o Hamas e com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), classificando a detenção como ilegal e o processo como uma violação dos direitos humanos.
Brasil, Espanha e a Organização das Nações Unidas pediram a libertação imediata dos dois ativistas, enquanto o porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, pediu uma libertação imediata e incondicional.
A flotilha Global Sumud reúne mais de 50 embarcações, partiu da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio a Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino, que permanece sob o bloqueio desde 2007.
Segundo a ONU, cerca de 175 ativistas ficaram detidos ao tentar atravessar para Gaza, e Ávila e Abu Keshek foram capturados a bordo. Enquanto alguns iniciavam o retorno, o caso segue gerando cobranças internacionais e diferentes versões sobre a legalidade das ações e o tratamento dado aos detidos. E você, qual a sua opinião sobre protestos que buscam provocar mudanças humanitárias atravessando fronteiras?
