A desembargadora Margareth Rodrigues Costa tomou posse nesta quinta-feira, 7, como ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em cerimônia conduzida pelo presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho. A nomeação, decorrente da aposentadoria de Aloysio Corrêa da Veiga em outubro de 2025, amplia a participação de mulheres na alta corte trabalhista, elevando a presença da Bahia no cenário nacional.
“É uma honra testemunhar a promoção da desembargadora Margareth Costa ao cargo de ministra do TST, coroando uma trajetória marcada pela excelência, equilíbrio e compromisso com a Justiça do Trabalho.” A frase foi construída pela presidente do TRT-BA, Ivana Magaldi, que ressaltou a importância do momento para a região.
Margareth Costa assume a vaga destinada à Sétima Turma e à SDI-1. Em seu discurso, a nova ministra ressaltou que ninguém chega ao TST sem lastro: “Ninguém chega ao TST sem trazer um grande lastro… nós temos ideais.” Ela completa que a ideia não é defender lados, mas buscar a justiça com integridade e retidão.
Ao falar sobre a presença feminina no Judiciário, Margareth destacou a influência da mãe, Rosalina Rodrigues, professora e mentora. “Eu já trago uma história diferente. Quero que todas as mulheres se sintam encorajadas a seguir a carreira, a acreditar que conseguem.” Ela afirmou que a pluralidade de vozes melhora a Justiça ao refletir as demandas da sociedade, que é formada majoritariamente por mulheres.
Formada em Direito pela UFBA em 1985, Margareth iniciou a carreira em 1990 como juíza substituta. Em 1993 tornou-se titular da Vara de Jacobina e, posteriormente, atuou em Camaçari e Salvador. Em 2014 foi promovida a desembargadora do TRT-BA e, em 2022, convocada para o TST.
A nomeação reforça a representatividade feminina no Judiciário e destaca o papel da Bahia na Justiça do Trabalho. O que essa conquista pode significar para a prática trabalhista na sua cidade? Compartilhe suas opiniões e perspectivas nos comentários.
