A Justiça arquivou o inquérito que apurava a morte do menino Ryan da Silva Andrade Santos, 4 anos, atingido por uma bala durante uma abordagem policial em Santos, no litoral paulista. O Ministério Público, contudo, abriu um Procedimento Investigatório Criminal para manter a investigação em curso. O caso reacendeu o debate sobre a atuação de policiais militares que reagiram a suspeitos armados durante uma perseguição na área do Morro São Bento.
O inquérito apontou que o disparo foi feito por um policial com arma de calibre 12. O laudo balístico indicou que o projétil ricocheteou em uma superfície dura antes de atingir Ryan, que foi levado à Santa Casa, passou por cirurgia, mas não resistiu. Além de Ryan, dois adolescentes — 17 e 15 anos — ficaram feridos, sendo que o de 17 anos morreu, Gregory Ribeiro Vasconcelos. A polícia apreendeu um revólver calibre 38 durante a ação. Segundo o delegado, o policial não teria como prever que a criança poderia ser atingida, e os agentes teriam atuado em legítima defesa porque os suspeitos estariam armados e teriam atirado contra os policiais.
Apesar da conclusão de que não houve culpa individual no IPM, o Ministério Público decidiu não apresentar denúncia naquele momento. No entanto, o Inquérito Policial Militar (IPM) abriu controversas sobre a possibilidade de crime doloso, o que levou o MP a instaurar um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para aprofundar a apuração sobre a morte de Ryan e os acontecimentos que cercaram o confronto.
O caso gerou comoção no bairro e reacendeu o debate sobre segurança pública na Baixada Santista, onde a Operação Verão, entre janeiro e abril de 2024, deixou um rastro de violência. A família de Ryan acompanha as novas investigações com a defesa. E você, qual o seu posicionamento sobre as ações das forças de segurança em ocorrências de confronto? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.
