Paranã, Tocantins — a vereadora Rosânia Carvalho de Farias, conhecida como Rosânia de Riba (MDB), afirma ter sido agredida em uma confusão com o prefeito Phabio Augusto da Silva Moreira (Republicanos), o Fábio da Farmácia. O episódio ocorreu na quarta-feira, 6/5, em uma propriedade rural do município, após uma denúncia anônima sobre uso irregular de maquinário público para colher abóboras.
Rosânia estava acompanhada do filho de 21 anos e de um amigo. Segundo ela, ao tentar defender o amigo, foi agredida pelo prefeito e pelo pai dele, Firmo Moreira Neto. O prefeito, porém, alega ter se defendido depois que o amigo da vereadora desceu do carro e se aproximou dele. Vídeos que circulam nas redes mostram a discussão e o tumulto; em uma das imagens, o filho afirma que o pai dele desferiu um soco na mãe.
Ambos registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno da Secretaria de Segurança Pública de Tocantins, nem da Prefeitura de Paranã ou da Câmara Municipal.
Repercussão: A deputada estadual Vanda Monteiro (UB) divulgou nota de repúdio, classificando o caso como violência política de gênero e anunciando que levará o tema ao debate na Assembleia. “Casos como este não podem, em hipótese alguma, ser tolerados. A violência política de gênero representa um ataque direto à democracia e ao direito das mulheres de ocuparem espaços de poder com respeito e segurança. Violência contra a mulher não é opinião, é crime. E não será silenciada.” Moradores da região também manifestaram solidariedade à vereadora.
Outras vereadoras do Tocantins reforçaram o repúdio, destacando que a violência contra mulheres que exercem função pública não pode virar regra e que é obrigação de todos fiscalizar e defender a integridade de quem atua na política. “A violência política contra as mulheres cresce de forma assustadora e tenta silenciar vozes que ocupam cargos de liderança.”
O caso acende o debate sobre caminhos para prevenir agressões contra mulheres na vida pública e proteger quem atua na gestão local. Compartilhe sua opinião nos comentários: como você vê caminhos para reduzir esse tipo de violência na região?
