Resumo Um ativista brasileiro, Thiago Ávila, retornou ao Brasil nesta segunda-feira após 10 dias detido em Israel. Deportado junto com o espanhol Saif Abukeshek, ele integrava a Flotilha da Liberdade Global, que buscava romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza levando alimentos e itens de sobrevivência à população.
Após a detenção, Ávila e Abukeshek ficaram em isolamento e sofreram maus-tratos, segundo o Centro Legal para os Direitos das Minorias Árabes em Israel. A situação provocou críticas do presidente Lula, enquanto Brasil e Espanha cobraram garantias de segurança para os ativistas e a libertação imediata. A deportação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel; Ávila seguiu para Cairo, no Egito, antes de retornar ao Brasil. A previsão de chegada ao Aeroporto de Guarulhos era às 16h30, e depois ele seguiria de avião para Brasília, chegando no fim da noite.
No mês de outubro do ano anterior, forças israelenses já haviam detido mais de 450 participantes da flotilha, incluindo Ávila e a ativista Greta Thunberg. Segundo organizadores, cerca de 57 embarcações ainda permanecem na Turquia para discutir os próximos passos da mobilização.
Mais de 100 ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, foram levados para a ilha grega de Creta. A ação tinha como objetivo humanitário pressionar por fim ao bloqueio de Gaza e ampliar o fluxo de ajuda à população local.
Além disso, a flotilha mantém outras atuações em diferentes pontos, com ações planejadas para o médio prazo. Moradores da cidade de Brasília e de várias regiões acompanham o desdobramento com atenção, cientes dos impactos humanitários e diplomáticos. E você, qual a sua leitura sobre esse tipo de mobilização? Deixe a sua opinião nos comentários e participe da conversa.
