O governo lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, prometendo foco estratégico em quatro eixos e recursos robustos: R$ 1,06 bilhão em investimentos diretos em 2026, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões. A iniciativa busca articular federal, estaduais e municipais para interromper o poder financeiro e operacional das facções, sem ocupar o espaço dos governos locais, segundo o Executivo.
A estratégia é estruturada em quatro pilares que respondem aos pilares de atuação das facções criminosas: asfixia financeira, fortalecimento da segurança no sistema prisional, melhoria da investigação de homicídios e combate ao tráfico de armas, munícions e explosivos. O governo afirma que os eixos vão mirar, de forma integrada, a base econômica, o controle das prisões, a repressão a homicídios e o poder armado dessas redes criminosas.
Primeiro eixo – asfixia financeira: prevê investimento federal direto de R$ 388,9 milhões e ações como fortalecimento das Ficco (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado) e a criação de uma Força Nacional de Ficcos para operações interestaduais. Também está prevista a implantação do CIFRA, novas ferramentas de análise criminal e a alienação antecipada de bens do crime organizado.
Segundo eixo – prisões e controle de unidades estratégicas: serão investidos R$ 330,6 milhões em 2026 para ampliar o controle sobre unidades prisionais, visando interromper a articulação criminosa a partir das penitenciárias. A proposta envolve 138 estabelecimentos, com 80% das lideranças pesquisadas em território nacional cumprindo pena nesses locais. O pacote inclui drones, scanners, bloqueadores de celular e a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP).
Terceiro eixo – homicídios: cerca de R$ 201 milhões serão destinados para aperfeiçoar a investigação criminal, com foco em polícias científicas, IMLs, redes de bancos de perfis genéticos e a integração de análises balísticas pelo SINAB. O governo também prevê aquisição de equipamentos como equipamentos de necropsia, câmeras de identificação e sistemas de armazenagem de evidências.
Quarto eixo – tráfico de armas, munições e explosivos: approximately R$ 145 milhões para ações de rastreamento, investigação e criação da rede Renarm (Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos) e fortalecimento do Sinarm. Estão previstas intervenções em delegacias especializadas e operações integradas de combate a esse comércio ilegal.
O governo destaca que os dois primeiros eixos já têm experiências sólidas, citando a Operação Carbono Oculto (2025) contra o PCC como base para as ações que virão, além do modelo de segurança de presídios já utilizado. O cronograma prevê operações mensais das Ficcos estaduais e da Ficco nacional, com a expansão de CIFRAs estaduais até setembro deste ano.
Agora, cabe ao público acompanhar e opinar: o que você acha dessa linha de enfrentamento ao crime organizado e como acredita que essa articulação entre diferentes níveis de governo pode funcionar na prática em sua cidade? Compartilhe seu ponto de vista nos comentários.
