Com CPF brasileiro, El Tigre já transportou cocaína de Santos à China

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Resumo: a Polícia Federal deflagrou a operação Narco Sky, desarticulando uma rede transnacional ligada ao PCC que trafica cocaína para Europa e China. Um carregamento originário do Porto de Santos, em um porta?contenedor, seguia para Hong Kong e está avaliado em US$ 89,5 milhões, com 425 quilos de droga apreendidos no casco do navio MSC Desiree.

Entre os alvos está Alejandro Salgado Vega, conhecido como El Tigre, apontado como um dos maiores narcotraficantes da Espanha e responsável pela coordenação de remessas para a Europa. Também aparece Antun Mrdeza, ligado a redes financeiras e à logística de parte das cargas, conhecido como “Jhon Gotti” ou “Nikola Boro”. As investigações indicam que o grupo montou uma frota de veleiros e pequenas embarcações para levar cocaína ao Velho Mundo.

A PF também aponta Marco Aurélio de Souza, o Lelinho (ou Pirata), como líder no Brasil, articulando a exportação via uma empresa de fachada, a Jacksupply Assessoria de Bordo e Comércio Exterior, sediada na Baixada Santista. As comunicações eram feitas por meio do aplicativo Sky ECC, criptografando mensagens para driblar a fiscalização.

Alvos da Operação Narco Sky

  • Antun Mrdeza (Jhon Gotti/Nikola Boro): meganarcotraficante internacional, dono de ativos logísticos e parte das cargas.
  • Alejandro Salgado Vega (El Tigre): coordenador de grandes remessas para a Europa, financiador e coproprietário das drogas.
  • Marco Aurélio de Souza (Lelinho/Pirata): líder no Brasil, elo entre fornecedores estrangeiros e operações locais.
  • Pedro Alonso Camacho Fernandez (Vince): coordenador logístico transnacional no Brasil.
  • Antônio Gregório Ribeiro Pinheiro (Fisherman): operador portuário, responsável pela inserção física da droga nas embarcações.
  • Klaus de Castro Rios Motta e Silva: técnico qualificado, prepara e mantém as embarcações usadas no tráfico.
  • Fábio Rodrigues Ulhoa Cintra (Sapo/Sapão): apoio operacional e custódia da droga no solo nacional.
  • Walter Pires Júnior (Waltinho): base operacional, cuida de armazenamento e transporte interno.
  • Ivan de Freitas Santos (Ivan): apoio logístico na preparação e transporte das cargas ilícitas.
  • Rafael Gonçalves Sayão (Cabelinho): participa ativamente das comunicações criptografadas e do fluxo de informações.

A investigação aponta que o núcleo brasileiro, com ligações ao PCC, utilizava empresas e cadastros no Pará e em São Paulo para respaldar operações internacionais. Em julho de 2022, a PF identificou que Lelinho esteve envolvido no envio de 2 toneladas da droga à Espanha, atividade detectada pela Guarda Civil Espanhola, associada a contratos de embarcações vinculados à Jacksupply, segundo o Metrópoles. A Justiça já decretou a prisão preventiva de El Tigre e Nikolas Boro, e ambos estão na lista de difusão vermelha da Interpol.

Os investigadores destacam que a organização mantinha bases logísticas no litoral paulista e empregava uma ampla rede para custodiar, transportar e inserir a cocaína em navios, com articulação entre financiadores, operadores e executores. O caso continua em aberto, com novas frentes para desmantelar a rede e responsabilizar integrantes em diferentes países.

E você, o que pensa sobre a escalada dessas redes transnacionais e como elas afetam a segurança global? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre como combater esse tipo de crime organizado.

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