A cantora gospel Vanilda Bordieri revelou, pelas redes sociais, ter sido vítima de abuso sexual aos 16 anos, cometido por um presbítero de sua igreja. O relato chega num momento em que o tema do tratamento às vítimas em igrejas da região ganha espaço no debate público, especialmente após manifestações de figuras religiosas como a pastora Helena Raquel.
Segundo Bordieri, membros do grupo de louvor pressionaram para que ela se envolvesse com o presbítero recém separado, mesmo diante da sua resistência. Ela acabou sendo levada a um sítio onde o abuso ocorreu e ficou lá por dias, sem saber como retornar para casa.
“Eu tinha 16 anos. A pessoa que abusou de mim era um presbítero da igreja. Foi abandonada em um sítio que eu não sabia sair. Fiquei uma semana ali, só chorando; meu irmão me buscou quando soube onde eu estava”, declarou a cantora, lembrando o sofrimento vivido.
Bordieri ainda relatou que mulheres ligadas à igreja a orientaram a permanecer em silêncio e administraram remédios para prevenir uma gravidez. Elas insistiram para que não falasse com ninguém, enquanto ela vivia o medo de falar e enfrentar consequências ainda maiores.
A líder da igreja, segundo o relato, protegeu o agressor. O pastor chegou a dizer diante da congregação que a vítima deveria ser excluída por supostamente ter perdido a virgindade e por supostamente querer derrubar os obreiros. A cantora afirmou sentir-se como um lixo, enquanto o agressor manteve o cargo e ela permaneceu silenciada.
Mesmo diante do trauma, que a levou a temer não conseguir constituir uma família, Bordieri manteve a fé e continuou frequentando a igreja. Virgindade era o sonho de muitas jovens, e, para ela, ainda era possível sonhar com casamento e família, mesmo após tudo o que viveu.
O relato de Bordieri chega em meio a um intenso debate regional sobre como lidar com denúncias de abuso em ambientes religiosos. O caso levanta questões sobre proteção de vítimas, transparência e responsabilização de líderes. E você, o que pensa sobre relatos como este? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você trataria situações semelhantes.
