Jean Wyllys, ex-deputado baiano, criticou nesta quarta-feira (13) a entrevista de Juliano Cazarré no Globonews Debate, realizada na noite de terça (12). Em tom firme, ele afirma ter recusado convites para entrevistas e classifica a posição do ator como criminosa e anti civilizatória, dizendo que não pode abrir espaço para discursos preconceituosos da mesma forma que se abre para vítimas e especialistas. “Por que dar igual espaço aos delírios machistas de um ator reacionário e fanático religioso e ao saber de uma psicanalista com algum prestígio?”, questionou.
Ao ampliar o debate, Wyllys defende que deve haver restrição a quem propaga esse tipo de discurso. “Se queremos avanços democráticos, ampliação de direitos e dignidade humana, devemos erguer um cordão sanitário contra red pills, nazistas, racistas, homofóbicos e misóginos em nossos espaços; e não convidá-los a participar de um entretenimento que serve a agendas sérias”, afirmou o ex-parlamentar.
A polêmica começou com a participação de Juliano Cazarré no Globonews Debate, para discutir o papel do homem na sociedade, após um vídeo controverso divulgado pelo ator nas redes, que foi interpretado como uma defesa de discursos machistas. Wyllys deixou claro que não se rebaixa a servir de ponte para reacionários ou para outros que tentam validar suas posições ao debater com ele em público.
O debate reacende a discussão sobre os limites da atuação de figuras públicas, liberdade de expressão e responsabilidade na comunicação. Moradores da cidade acompanham os desdobramentos e podem formar suas próprias opiniões, avaliando os argumentos de cada lado e entendendo o contexto da polêmica.
