Resumo: Com 99,94% das urnas apuradas, Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, ultrapassou o candidato de direita Rafael López Aliaga por 18.799 votos. No primeiro turno, Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, liderou com 17,1%. Cerca de 27 milhões de eleitores peruanos voltam às urnas em 7 de junho para definir o próximo presidente.
Os dois candidatos que avançaram para o segundo turno são Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. O pleito envolve 60 senadores, 130 deputados e cinco representantes do Parlamento Andino, em meio a uma eleição com 36 nomes ao todo. Os cerca de 27 milhões de eleitores peruanos voltam às urnas em 7 de junho para definir o próximo presidente.
Keiko Fujimori, formada em administração de empresas pela Universidade de Boston, é filha do ex?presidente Alberto Fujimori. Ela já disputou a presidência em várias ocasiões, atuou no Congresso e enfrentou prisão preventiva em 2018, com nova detenção em 2019-2020 ligada a casos de corrupção. Sua agenda defende políticas neoliberais, endurecimento de imigração e aproximação com os Estados Unidos.
Roberto Sánchez, deputado federal, representa a esquerda e é herdeiro político do ex?líder sindical Pedro Castillo. Ele atuou como ministro do Comércio Exterior e Turismo em 2021 e, durante a campanha, defende a construção de uma nova Constituição para o Peru e, entre propostas, sinaliza indulto a Castillo, contando com apoio de quem busca mudanças profundas no cenário político e econômico.
No dia da eleição, a ONPE informou que 99,8% das seções já estavam instaladas, porém, em Lima, 211 zonas em 15 locais de votação não abriram. Cerca de 63.300 eleitores não conseguiram votar. A falta de material levou à extensão da votação em alguns locais até o dia seguinte. A contagem de atas ficou sob contestação em 5.919 folhas, com pedidos de revisão por informações incompletas, ilegibilidade ou assinatura ausente. JNE e ONPE acompanham o desfecho do processo.
O Peru vive uma crise política que se arrasta há décadas, com apenas três presidentes concluindo o mandato desde 2000. Entre idas e vindas, Ollanta Humala, Pedro Pablo Kuczynski, Martín Vizcarra, Manuel Merino, Sagasti e Castillo passaram pelo poder, antes de Boluarte. O atual mandatário, segundo o texto, é José María Balcázar, que deverá transferir o cargo ao próximo presidente eleito, em meio a um cenário de instabilidade e expectativa pelo futuro governo.
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