O Tribunal do Júri de Aurelino Leal condenou Filipe de Jesus Sá a 39 anos e seis meses de prisão pela morte de sua ex-companheira, ocorrida em maio de 2025 no sul da Bahia. A vítima, que tinha 18 anos à época, foi morta por asfixia. A denúncia, apresentada pelo promotor Diogo Barros Torres de Oliveira, caracterizou o crime como feminicídio e levou em consideração a presença do filho do casal no ambiente durante o episódio.
Conforme a denúncia, o réu chegou à residência da vítima no dia anterior ao crime e deixou o local apenas no dia seguinte, por volta das 11h, levando consigo a criança de aproximadamente um ano e meio. A criança estava no ambiente no momento da prática do delito, o que pesou na tipificação do crime como feminicídio majorado pela presença do filho no local.
Durante a sessão, o Ministério Público sustentou a tese de feminicídio majorado, destacando a crueldade do ato e a influência da presença da criança no contexto do crime. A decisão do júri, proferida na terça-feira, 12, reflete o endurecimento da resposta da Justiça a casos de violência contra a mulher na região de Aurelino Leal.
Essa sentença, anunciada pela Justiça da Bahia, ressalta a importância de responsabilizar autores de violência contra a mulher e de proteger jovens vítimas que se veem envolvidas em situações extremas. O veredito foi acompanhado de perto pela comunidade local, que vê no julgamento uma resposta firme a um caso que gerou preocupação na cidade.
