OMS pede que governos de todo o mundo regulamentem sachês de nicotina

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos governos de todo o mundo que regulamentem com rigor os sachês de nicotina, diante do crescimento acelerado dessas embalagens. Em 2024, as vendas no varejo somaram mais de 23 bilhões de unidades, e o mercado atingiu quase 6 bilhões de euros em 2025. A OMS alerta para riscos à saúde, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens adultos.

Durante a coletiva do Dia Mundial Sem Tabaco, Vinayak Prasad, chefe da Iniciativa Livre do Tabaco da OMS, afirmou que o consumo está se espalhando rapidamente enquanto a regulamentação não acompanha. Ele pediu medidas baseadas em evidências para proteger a população, sobretudo os jovens.

Entre as medidas sugeridas estão a proibição de sabores, a vedação de publicidade, promoção e patrocínio — inclusive nas redes sociais e entre influenciadores —, bem como o fortalecimento da verificação de idade e do controle de venda no varejo. A OMS também recomenda embalagens neutras com avisos sanitários claros e limites ao teor de nicotina.

Além disso, a organização propõe tributos que tornem o acesso menos atrativo aos jovens e medidas para reduzir a exposição ao nicotina durante a adolescência. No relatório Revelando as táticas de marketing que impulsionam o crescimento global dos sachês de nicotina, a OMS aponta táticas agressivas usadas para atrair esse público.

Os sachês são colocados entre gengiva e lábio, liberando nicotina pela mucosa. Normalmente contêm nicotina, aromatizantes, adoçantes e outros aditivos. O mercado global desses produtos atingiu perto de 6 bilhões de euros em 2025, com a nicotina associada a risco de dependência e impactos no desenvolvimento cerebral de adolescentes.

A Espanha surge como mercado importante. O governo aprovou em 2025 o Anteprojeto de Lei para atualizar a Lei de Tabaco, regulando o uso oral dos sachês de nicotina e estabelecendo regras para sua venda. O texto precisa ser aprovado pelo Parlamento.

Segundo a OMS, cerca de 160 países não possuem regulamentação específica sobre sachês de nicotina; 16 proibiram a venda e 32 possuem algum tipo de regulação. Entre estes, 5 restringem sabores, 26 limitam a venda a menores e 21 proíbem publicidade, promoção e patrocínio.

Etienne Krug, diretor do Departamento de Determinantes da Saúde, Promoção e Prevenção da OMS, afirmou que governos observam a rápida disseminação do uso entre jovens, alvos de táticas enganosas. Empresas utilizam embalagens elegantes, sabores como chiclete e ursinho de goma, e promovem o consumo por meio de redes sociais e influenciadores. Patrocínios a shows, festivais e eventos esportivos, inclusive na Fórmula 1, também foram destacados, com mensagens que incentivam o uso em escolas e espaços livres de fumaça.

A OMS ressaltou que os sachês não devem ser vistos como ferramenta eficaz de cessação do tabagismo, a menos que haja comprovação científica rigorosa sobre segurança e eficácia. Existem já opções comprovadas para parar de fumar, sem depender de substitutos nem de promessas não comprovadas.

A organização faz um apelo por ação urgente e coordenada para proteger uma nova geração da dependência de nicotina. Palavras-chave: sachês de nicotina, OMS, regulamentação, tabagismo. Meta-descrição: A OMS pede regulamentação global dos sachês de nicotina diante do crescimento de mercado e do risco para jovens, sugerindo medidas fortes para conter o consumo e proteger a saúde pública.

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