Resumo: A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino, mirando o Grupo Refit, conglomerado do ramo de combustíveis responsável pela Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. As investigações apontam fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e evasão de recursos para o exterior. O grupo figura entre os maiores devedores de ICMS do Brasil, com dívidas que passam de 26 bilhões de reais. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, sete medidas de afastamento de funções públicas e o bloqueio de ativos que chega a cerca de 52 bilhões. A ação envolve ainda a Difusão Vermelha da INTERPOL e contou com apoio da Receita Federal.
Quem é o empresário: Ricardo Magro, 51 anos, é uma das vozes mais conhecidas do setor de combustíveis no Rio e no país. Ex-advogado de Eduardo Cunha, ele comanda o Grupo Refit e a Refinaria de Manguinhos, além de várias empresas ligadas à distribuição e venda de combustíveis. De São Paulo, Magro se projetou no Rio há cerca de 10 anos e chegou a morar em Miami. Em entrevistas anteriores, ele afirmou ser vítima de uma suposta perseguição institucional promovida por grandes players do setor.
A operação: a PF investiga a atuação do conglomerado para ocultar patrimônio, fraudar impostos e dissimular bens. Há indícios de irregularidades ligadas à refinaria associada ao grupo, com o objetivo de evasão de recursos ao exterior. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete afastamentos de funções públicas nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal. Investigações indicam também a inclusão de investigados na Difusão Vermelha da INTERPOL.
Medidas e apoio: a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente 52 bilhões de reais em ativos financeiros e suspendeu as atividades econômicas das empresas investigadas. A operação contou com o apoio técnico da Receita Federal, que participa ativamente das apurações para detectar eventuais fraudes fiscais e irregularidades no fluxo de recursos.
Contexto e desdobramentos: o Grupo Refit é apontado como um dos maiores devedores de ICMS em São Paulo e figura entre os maiores débitos do país. As investigações devem esclarecer a extensão das fraudes e quem teria se beneficiado. A PF não divulgou previsões sobre o retorno das atividades, mas confirmou que o inquérito segue aberto e novas medidas podem ser adotadas conforme o andamento das apurações.
