São Paulo FC confirmou nesta sexta-feira o retorno de Dorival Júnior ao comando da equipe, pouco mais de dois anos após sua saída. O acordo foi fechado pela manhã, com salário próximo a 2 milhões de reais por mês, uma aposta para trazer consistência ao time em meio a turbulências internas e a um momento difícil no Brasileirão.
O salário de Dorival ficará próximo de R$ 2 milhões mensais, abaixo do que ele recebia no Corinthians (cerca de R$ 3 milhões) e acima do vencimento de Hernán Crespo (R$ 1,5 milhão).
A trajetória recente do técnico mostra uma volta por cima. Em 2024 ele deixou o São Paulo para comandar a seleção brasileira, após conquistar a Copa do Brasil com o clube no ano anterior. No fim, a atuação na CBF não atingiu as expectativas e Dorival foi demitido pouco mais de um ano depois, após a derrota para a Argentina nas Eliminatórias. No ano passado ele assumiu o Corinthians, vencendo a Copa do Brasil de 2025 e, neste ano, a Supercopa diante do Flamengo.
No Morumbi, a missão é devolver consistência a um elenco mergulhado em turbulências. Nos bastidores, o impeachment do presidente Julio Casares e conflitos com o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, além de investigações, têm marcado o dia a dia. Em campo, a demissão de Hernán Crespo em março, mesmo com o time na liderança do Brasileirão, gerou cobrança; Roger Machado, contratado pela diretoria, não entregou resultados e foi demitido após a vexatória eliminação na Copa do Brasil para o Juventude.
Dorival chega para restabelecer equilíbrio e a identidade do São Paulo, com foco em consistência e desempenho. O desafio é manter o time estável dentro de campo e harmonizar o ambiente externo, buscando uma arrancada no Brasileirão e a volta a brigar por títulos com o apoio da torcida.
