A Justiça determina que o Governo da Bahia apresente um plano detalhado para ampliar gradualmente o efetivo de policiais penais no presídio de Salvador, buscando chegar a uma relação de 1 policial penal para cada 10 detentos. A decisão, divulgada na sexta-feira (15) em resposta a uma ação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), estipula ainda que o Estado garanta, em até 60 dias, a ocupação permanente de todos os postos de vigilância externos, como guaritas e passarelas, fortalecendo a vigilância da unidade.
Segundo a promotora de Justiça Andrea Ariadna, autora da ação, a meta está alinhada com o objetivo de aumentar a segurança e a efetividade da fiscalização dentro do presídio. O MP-BA afirma que inspeções revelaram falhas de segurança que permitem a entrada de objetos proibidos e a circulação irregular de pessoas, condições que comprometem a integridade da unidade e a função da prisão preventiva.
Os problemas, conforme o órgão, não apenas colocam em risco a segurança da unidade, mas também afetam a finalidade da prisão preventiva na região. A decisão determina que o governo estadual implemente a ocupação contínua de todas as guaritas e passarelas, além de reforçar a vigilância externa para reduzir incidentes, controlar o fluxo de pessoas e dificultar a entrada de itens proibidos.
A medida reforça a atuação do MP-BA para fortalecer a polícia penal na cidade de Salvador. Com foco na segurança da população local, a decisão aponta caminhos práticos para melhorar a proteção pública e a confiança dos moradores na Justiça, destacando que mudanças estruturais no sistema prisional ainda estão em curso.
