Após prisão em Dubai, suspeito de integrar grupo hacker de Vorcaro passa por audiência

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Victor Lima Sedlmaier, estudante e desenvolvedor de sistemas ligado ao grupo hacker “Os Meninos”, foi preso no sábado (16/5) no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, após ser detido em Dubai em cooperação internacional. Ele aguarda audiência de custódia neste domingo (17/5) para decidir sobre a manutenção ou revogação da prisão.

A Polícia Federal afirma que Sedlmaier integrava o grupo, que prestava serviços a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A PF deflagrou a operação na quinta-feira (14/5) para investigar fraudes no banco, com mandado de prisão preventiva autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF. Até o momento, Sedlmaier era considerado foragido.

Segundo a PF, Sedlmaier afirmou que trabalhava para David Henrique Alves, identificado como líder do grupo, desde julho de 2024, executando conserto de computadores e participando do desenvolvimento de um software de inteligência artificial. Ele disse receber cerca de R$ 2 mil mensais, além de bônus por serviços eventuais. A PF também aponta que Alves atuava para Luiz Phillipi Mourão, apontado como o “Sicário” de Vorcaro, com recebimento de cerca de R$ 35 mil mensais.

A PF também afirma que Sedlmaier atuou como apoio logístico e na possível ocultação de vestígios ligados a Alves. No dia da operação que prendeu o “Sicário” Alves, ele foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal dentro de um veículo de Mourão. No interior do carro havia computadores e o documento de uma terceira pessoa, e Alves não soube explicar por que estava no veículo.

Na decisão que autorizou a prisão preventiva, o ministro Mendonça descreveu indícios de fuga em andamento e de possível destruição, remoção ou ocultação de provas digitais. A PF relatou que, no dia seguinte, Sedlmaier foi até a casa de Alves com um caminhão de mudanças para retirar itens do imóvel. Um documento encontrado com Alves, em nome de Marcelo Souza Gonçalves, trazia a foto de Sedlmaier, o que a autoridade considerou como elemento indicativo de envolvimento.

A investigação ainda aponta que Victor seria sócio de duas drogarias — Drogaria Saúde Vida Ltda. e Nova Farma Drogaria e Cosméticos Ltda. — que, segundo as apurações, podem ter sido usadas para recebimento indireto de pagamentos, segundo as autoridades. A cidade acompanha com atenção os próximos desdobramentos da operação e o andamento da custódia.

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