Horas antes de Carlo Ancelotti anunciar a lista da Seleção Brasileira para a Copa, lideranças do PL na Câmara aceleraram uma campanha nas redes pedindo a convocação de Neymar. Um vídeo criado com inteligência artificial circula com a mensagem “Ancelotti ignora Lula e convoca Neymar”, aumentando a polêmica em meio ao desgaste dentro do bolsonarismo.
O movimento ganhou ainda a adesão de outros aliados. O Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, publicou mensagens defendendo Neymar na lista final. Já o senador Carlos Viana (PSD-MG), presidente da CPMI do INSS, também repercutiu conteúdos idênticos, ampliando o alcance da pressão sobre o treinador.
O episódio ocorre em meio a novas tensões no campo bolsonarista, com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro envolvendo-se em controvérsia após o The Intercept Brasil divulgar áudios nos quais ele pede recursos para financiar um filme sobre o pai.
O que diz o ministro do Esporte O ministro Paulo Henrique disse à coluna confiar na capacidade de escolha do técnico da Seleção. Em tom responsável, afirmou que não é função do governo interferir na lista, destacando que o treinador é um dos melhores da história do futebol global e que o objetivo é ver a seleção jogar bem e vencer.
“Não é papel do governo interferir nisso. Confiamos no técnico da Seleção, que é um dos melhores da história do futebol mundial. O que fizemos, como bons brasileiros apaixonados por futebol, é torcer para que a nossa seleção faça bonito e seja campeã.”
Em meio a esse pano de fundo, três itens de mídia capturam o momento: o debate público sobre a convocação, a pressão de apoiadores do PL e a circulação de material audiovisual questionável, que acirra a disputa política para além das quatro linhas do futebol.


