Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da promotora Andréa Lemos Fontoura, pediu à Justiça o indeferimento do pedido de revogação das medidas cautelares aplicadas a Cleydson Cardoso Filho. O réu atropelou o maratonista Emerson Pinheiro, em agosto do ano passado, numa calçada da Pituba, Salvador, deixando a vítima com a amputação da perna direita. A promotora sustenta que as medidas permanecem adequadas e proporcionais, para a proteção da ordem pública e da vítima, que teve várias fraturas graves e precisou de cirurgia de emergência e de longa internação.
O caso envolve Cleydson Cardoso Filho, que foi preso em flagrante após o acidente, no fim da madrugada de 16 de agosto, quando ficou comprovado o uso de substâncias químicas antes do atropelamento. O acusado é filho da vereadora Débora Santana (PSDB) e permaneceu 30 dias detido; depois foi liberado com medidas cautelares que a defesa agora questiona.
Na defesa, há pedido para revogar a monitoração eletrônica, o recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, além da proibição de se ausentar de Salvador. Os advogados argumentam que já se passaram mais de 180 dias desde a imposição das medidas, que o réu cumpre as condições e que não haveria risco à coletividade com a liberdade. A promotora, no entanto, afirma que a gravidade das lesões da vítima justifica a continuidade das restrições.
A audiência de instrução está marcada para o próximo dia 21, quando Cleydson Cardoso deverá ser ouvido pela Justiça. O caso, ocorrido no bairro da Pituba, segue em tramitação para definir a manutenção das medidas cautelares e as condições de liberdade do réu.
