O deputado Rogério Correia (PT-MG) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a abertura de investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata Jair Bolsonaro, com o objetivo de impedir seu lançamento antes das Eleições de 2026. A denúncia, divulgada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, é defendida pelo grupo Prerrogativas.
Segundo a reportagem, a ação busca evitar que a obra funcione como uma peça de propaganda política para Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência. Os membros do grupo sustentam que o filme pode representar uma propaganda dissimulada, alimentada por recursos milionários de origem suspeita, com indícios de abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação, caixa 2, doação empresarial indireta e possível lavagem de dinheiro.
A defesa aponta que o conjunto de fatos sugere uma engrenagem de financiamento político paralelo, envolvendo agentes políticos, um banqueiro sob investigação, uma estrutura empresarial no exterior e contratos privados no montante de milhões. A obra seria lançada em um momento estratégico do calendário eleitoral, ampliando sua influência sobre o cenário político.
Na avaliação de aliados de Lula citados pela matéria, há uma relação direta com precedentes do TSE. Em 2022, a Corte suspendeu a divulgação do documentário Quem mandou matar Jair Bolsonaro?, da Brasil Paralelo, durante as eleições. A leitura é de que o caso Dark Horse mantém paralelos evidentes com aquele precedente, pois também envolve Jair Bolsonaro, conteúdo de alta relevância política e lançamento próximo a um pleito nacional.
A peça jurídica sustenta que o filme Dark Horse pode ter efeito decisivo no pleito, e que, por isso, a sua divulgação deveria passar por uma avaliação jurídica robusta. A investigação, se aberta, poderá esclarecer a relação entre financiamento, tempo de lançamento e possíveis impactos eleitorais, mantendo o foco nas evidências apresentadas pela denúncia.
