Três deputados entraram com pedido na CCJ para contestar a suspensão de dois meses imposta pelo Conselho de Ética, alegando que a punição prejudica o funcionamento do Parlamento. Os autores são Marcell van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC), que participaram da ocupação do plenário por mais de 30 horas, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O debate sobre o papel do Parlamento diante de crises políticas acompanha o caso.
Segundo a Mesa Diretora, o grupo também foi apontado por impedir o presidente da Câmara, Hugo Motta, de assumir a cadeira de comando durante a sessão de 6 de agosto. O relatório do Conselho de Ética, assinado pelo deputado Moses Rodrigues, sustenta que a pena é necessária para preservar o funcionamento do Parlamento e que o ato excedeu os limites aceitáveis de um protesto político, justificando medidas disciplinares para evitar interferência no andamento das votações. Esse episódio gerou debate interno sobre o limite entre protesto político e decoro parlamentar.
Apesar da suspensão aprovada, os recursos ainda serão analisados pela CCJ. O caso envolve a ocupação do plenário por mais de 30 horas e a repercussão do protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso o colegiado mantenha a decisão, a palavra final ficará com o plenário da Câmara.
