A vitória do São Paulo sobre a Ferroviária por 4 a 2, pela semifinal do Brasileirão Feminino Sub-20, garantiu o Tricolor na final. A comemoração, porém, ficou marcada por um episódio de misoginia que acionou o protocolo antirracista.
O incidente teve início aos 45 minutos do segundo tempo, quando a zagueira Sarah Aysha pediu atendimento médico no gramado. Enquanto era carregada para a lateral, ela disse ter ouvido ofensas proferidas por um maqueiro da Ferroviária, integrante do quadro móvel da equipe.
A árbitra Talita Ximenes de Freitas paralisou a partida aos 48 minutos, cruzando os braços em sinal de X e acionando o protocolo antirracista. Ela buscou informações com as jogadoras, a comissão técnica e o quarto árbitro antes de tomar qualquer decisão.
Na súmula, a árbitra informou que as jogadoras do São Paulo relataram que o maqueiro Jair Modesto Palombo, da Ferroviária, teria proferido as ofensas à atleta de 20 anos. O clube registrou boletim de ocorrência sobre o caso.
Sarah, em entrevista ao SporTV, explicou o que ouviu: “É inadmissível! A gente está na base, aprendendo a jogar futebol. Em um momento daquele, me mandar tomar no c* e me chamar de biscate é inadmissível.”
Em nota oficial, o São Paulo FC afirmou que não tolera preconceito e prestará todo o suporte à atleta, esperando que as autoridades cumpram seu papel para que a justiça seja feita. A mensagem completa reforça o orgulho pelo Futebol Feminino e afirma: “O Futebol Feminino é gigante, e não há espaço para cenas lamentáveis como esta.”
O caso segue em apuração, e o São Paulo permanece na disputa pela final, com a imprensa e a torcida debatendo medidas para combater o preconceito e proteger as jogadoras desde as categorias de base.
