Justiça apreende adolescente investigado por induzir meninas à automutilação no Discord

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Justiça de SP apreende adolescente investigado por induzir meninas à automutilação e suicídio via Discord

Justiça de São Paulo apreende adolescente acusado de usar o Discord para induzir meninas à automutilação e ao suicídio, em uma rede de aliciamento que envolve vítimas com menos de 13 anos. A ação ocorreu na localidade de Pontal, no interior, e uma das vítimas tem 12 anos.

O jovem, morador de Pontal, responde por crimes de associação criminosa, estupro de vulnerável, posse e divulgação de pornografia infantil. As investigações, conduzidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e pela Promotoria de Pontal, apontam que ele atuava como organizador, articulando ações junto a outros indivíduos pela internet.

Entre as vítimas estão uma menina de 12 anos e outra de 13. Em um caso, a menina de 12 foi levada a se cortar e chegou a ter a palavra “blood” escrita na pele. Em videochamadas, o investigado praticou atos libidinosos com uma das vítimas. O material pornográfico envolvendo as menores foi armazenado e, em alguns casos, divulgado online.

APromotoria aponta ainda que, para convencer as meninas a se automutilarem, o investigado oferecia pagamentos entre R$ 100 e R$ 500. Em um fórum no Discord, com 155 participantes, foram compartilhadas imagens das vítimas em contextos de violência e sexualidade.

Além disso, houve discussão dentro de um grupo na mesma plataforma sobre a possibilidade de realizar um massacre escolar, segundo a manifestação do MP. A promotora Bruna Cristina de Oliveira enfatiza que a estrutura revela uma rede de aliciamento, exploração e abuso de menores por meio de plataformas digitais, com o adolescente ocupando papel central de organização e liderança.

Discord não respondeu até o momento ao pedido de posicionamento da reportagem, e a matéria será atualizada caso a plataforma se manifeste. A Justiça de São Paulo informou a apreensão com base na manifestação do MP-SP, que acompanha o caso de perto e aponta uma rede de abuso que se valia de recursos online para aliciar menores.

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