O montanhista brasileiro Gustavo Cordoni alcançou o cume do Monte Everest nesta terça-feira, 20 de maio de 2026, encerrando mais de um mês de escalada. A conquista, celebrada nas redes sociais, não encerra a missão: a descida, ainda mais desafiadora, começa agora com foco total na segurança. O Everest, com 8.848 metros, é o ponto mais elevado da Terra e fica na fronteira entre Nepal e Tibete, na cordilheira do Himalaia. A expedição integra um plano de realizar as duas aspirações em uma janela de tempo restrita.
Durante o trecho final, Cordoni encarou frio extremo, com ventos que trouxeram temperaturas próximas a -23°C, e no topo as condições podem chegar a -40°C. O objetivo da equipe era encerrar os recordes com a escalada do Everest e do Lhotse (8.516 metros) em menos de 24 horas, exigindo ritmo rápido e decisões seguras. Em posts nas redes, o brasileiro descreveu o momento como algo que vai além da imaginação, uma experiência que fica marcada para sempre.
Cordoni deixou claro que a jornada não acabou com o cume. A descida é a etapa decisiva, com prioridade absoluta para retornar em segurança. “Agora começa uma das partes mais importantes: a descida e o retorno em condições estáveis”, disse, ao agradecer o apoio de quem acompanha a expedição. Se as condições climáticas permanecerem favoráveis, a meta seguinte será o cume do Lhotse, buscando encaixar as duas subidas dentro de uma janela propícia.
O Everest, situado no Himalaia entre Nepal e Tibete, é um desafio extremo que atrai atletas de todo o mundo. Cordoni, que planejou a sequência de coronar o Everest e o Lhotse, agora foca na realização segura da descida antes de consolidar qualquer outra investida. A equipe segue monitorando o clima e as condições da montanha, ciente de que cada etapa exige disciplina, preparo físico e respeito ao ambiente de altitude.
