Deolane Bezerra teria atuado como ‘caixa’ do PCC, dizem investigadores

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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira durante a Operação Vênix, deflagrada para apurar um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao todo, a Justiça expedIU seis mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão, em um desdobramento que também envolve a movimentação de grandes valores para o grupo criminoso.

Segundo investigadores, Deolane atuaria como “caixa” da facção, recebendo recursos do PCC por meio de uma transportadora que funcionava como braço financeiro da organização. A empresa de transporte foi apontada como instrumento para ocultar a origem ilícita dos recursos e facilitar a entrada de dinheiro no sistema financeiro formal, mantendo relação próxima com membros da facção.

Entre os investigados está o líder do PCC, Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além de familiares próximos, como Alejandro Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Também foi preso Everton de Souza, apontado como operador financeiro da organização. Ao todo, a Justiça já decretou seis prisões preventivas e determinou buscas e apreensões.

Os agentes também identificaram a L Lopes Lemos Transportes Ltda, conhecida como “Lado a Lado Transportes”, como veículo para a lavagem de capitais. A empresa movimentou mais de R$ 20 milhões, com discrepâncias entre o que foi declarado ao Fisco e as movimentações apuradas pela investigação, indicando financiamento das atividades da facção.

A Justiça ampliou o efeito da operação com o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores, além do sequestro de 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em milhões, e de quatro imóveis ligados aos investigados. A apuração aponta uso de empresas para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento do dinheiro, fortalecendo o controle do PCC sobre recursos ilícitos.

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