Ebola volta ao centro das atenções: os Estados Unidos anunciaram restrições de entrada para viajantes vindos de três países africanos — República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul — em meio a um surto na África Central. As medidas, divulgadas no dia 21 de maio de 2026 pelo Departamento de Segurança Interna, visam ampliar a triagem de saúde nos pontos de fronteira.
Conforme o novo protocolo, cidadãos americanos e moradores permanentes legais que estiveram nesses três países nos 21 dias anteriores à chegada deverão retornar ao país somente pelo Aeroporto Internacional Washington Dulles (IAD) para triagem de saúde reforçada. A CDC e a CBP ficarão responsáveis pela verificação de sintomas e de histórico de exposição no ingresso.
Nesta semana, o presidente dos EUA, em seu segundo mandato, externou preocupação com o avanço do surto. A Embaixada dos EUA em Kampala suspendeu temporariamente serviços de visto, enquanto o CDC avalia o risco imediato para o público americano como baixo, mantendo, porém, a vigilância sobre a evolução da crise.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou, no dia 17, o surto na região do Congo e de Uganda como emergência de saúde pública de interesse internacional. O epicentro recente fica na província de Ituri, no Congo, com 336 casos suspeitos e 88 mortes relatadas até o momento. A doença é causada pela variante Bundibugyo, para a qual não existem tratamentos ou vacinas aprovados, o que dificulta o combate. Já são mais de 20 surtos na região desde 1976, e esta é apenas a terceira vez que a Bundibugyo é detectada.
As autoridades ressaltam que as medidas visam proteger moradores e viajantes de uma região instável, reforçando a cooperação entre OMS, CDC e DHS. A vigilância segue em estágio ativo, buscando reduzir o impacto do surto para os Estados Unidos e para a região afetada.
