Resumo: Tulsi Gabbard renuncia ao cargo de Diretora de Inteligência Nacional (DNI) dos EUA por motivos familiares. A saída passa a valer em 30 de junho de 2026, para acompanhar o tratamento do marido, diagnosticado com câncer ósseo.
Em carta dirigida ao presidente Donald Trump e postada no X, Gabbard confirmou a decisão e agradeceu pela oportunidade de liderar o órgão que coordena as agencias de inteligência desde o início do segundo mandato de Trump. A ex?oficial destaca a confiança recebida e o papel desempenhado à frente da DNI.
O anúncio também confirmou que Aaron Lukas, atual vice?diretor, assumirá o comando interinamente. O presidente elogiou publicamente o trabalho de Gabbard, afirmando que ela cumpriu uma atuação “incrível” e que sua saída deixará saudade no governo.
A renúncia de Gabbard amplia o número de saídas femininas no alto escalão do governo de Trump nos últimos meses, juntando?se à Procuradora?Geral Pam Bondi, à Secretária de Segurança Interna Kristi Noem e à Secretária do Trabalho Lori Chavez?DeRemer. Embora tenha citado motivos familiares, a gestão de Gabbard ficou marcada por atritos com a Casa Branca em temas sensíveis da política externa.
A trajetória de Tulsi Gabbard, 45 anos, ex?militar do Havaí, é marcada pela ruptura com o Partido Democrata e por posições críticas ao intervencionismo dos EUA e à condução da guerra na Ucrânia. Em depoimento ao Congresso em março, ela não respaldou a tese de que o Irã representava uma ameaça iminente antes dos ataques que deflagraram o atual conflito no Oriente Médio, gerando debates intensos entre aliados e opositores.
Com a saída, o governo sinaliza continuidade na gestão da inteligência nacional, contando com Lukas para manter a coordenação entre as agências, até que uma nomeação definitiva seja anunciada. A presidência reforça a ideia de que o aparato de inteligência continua funcionando sob supervisão estratégica, mesmo diante de mudanças no time de liderança.
