A Polícia Civil da Bahia prendeu 13 suspeitos por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e organização criminosa, durante a Operação Naufragium, deflagrada para enfrentar o tráfico de entorpecentes. Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão.
As investigações apontam que o grupo divulgava entorpecentes com alto grau de pureza e valor elevado, usando redes sociais e grupos de mensagens para alcançar clientes de classe média e alta. Parte das drogas também era destinada a líderes de outras organizações criminosas para uso próprio.
A força-tarefa aponta que o grupo movimentava cerca de R$ 500 mil por semana com a venda de drogas, demonstrando uma operação estruturada para atingir diferentes mercados.
Entre os 13 presos, 11 foram localizados em Salvador, uma blogueira em São Borja (RS) e um investigado em Nossa Senhora do Socorro (SE). Cinco deles foram autuados em flagrante por tráfico durante as diligências.
Uma mulher é apontada como atual líder do grupo e foi presa no bairro Vila Canária, em Salvador. As investigações indicam que ela assumiu o cargo após a prisão do companheiro, capturado em dezembro de 2025 em outra operação relacionada ao tráfico.
Outro foco da ação foi um casal no Cabula, que usava um apartamento como base logística para armazenamento, preparo e distribuição de drogas sintéticas e da maconha conhecida como Wolf.
Durante as buscas, os policiais localizaram grande quantidade de entorpecentes, embalagens personalizadas, drogas acondicionadas a vácuo, selos, adesivos com marcas, tabelas de preços, brindes de colecionador e caixas prontas para envio por transportadoras e pelos Correios.
As investigações apontam que o casal abastecia diversos estados e mantinha uma rede de clientes de alto poder aquisitivo. Fornecedores de informações incluem cadernos com nomes de compradores, detalhes de pedidos, quantidades e endereços de entrega.
A Justiça autorizou o bloqueio de bens de até R$ 15 milhões ligados aos investigados. A operação mobilizou 150 policiais, organizada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), por meio da 2ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (2ª DTE/Central). O trabalho contou com o apoio das Polícias Civis de São Paulo (PCSP) e Sergipe (PCSE), por meio do Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), e de Rio Grande do Sul (PCRS).
O caso revela a amplitude de uma rede de tráfico capaz de operar em várias regiões do país, com estruturas logísticas sofisticadas e um fluxo de dinheiro que sustenta a atividade criminosa de alto impacto social. A investigação continua para aprofundar vínculos e ampliar as prisões cabíveis.
