“Prefiro os grandes”, disse Deolane sobre defender clientes do PCC

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Operação Vérnix desmembra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC com desfecho envolvendo Deolane Bezerra

Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo com apoio do Ministério Público, mira o PCC e envolve a advogada e influenciadora Deolane Bezerra. A ação bloqueou mais de R$ 327 milhões, sequestrou 17 veículos de luxo e quatro imóveis, além de seis prisões preventivas.

A investigação teve início a partir de mensagens localizadas na Penitenciária II “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, em Presidente Venceslau, onde bilhetes do PCC foram encontrados no esgoto. Os papéis apontam para um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma transportadora, sob o comando de Marcola e familiares, conectando o crime organizado a atividades de drogas e planos de atentados.

“Advogo para pessoas e não para uma facção. Um advogado criminalista não pode afirmar que nunca advogou para um membro do PCC, a não ser que advogue apenas para clientes baixos. Eu prefiro os grandes, que me pagam bem. Não tem como ser hipócrita. Eu advogo para pessoas que supostamente pertencem a uma organização”, disse a influenciadora em entrevista ao UOL.

A apuração aponta que Deolane Bezerra atuava para conferir aparência de legalidade aos recursos ilícitos do PCC. A investigação aponta vínculos com um dos gestores fantasmas da transportadora de Presidente Venceslau, já identificada como braço financeiro do PCC em apurações anteriores. A movimentação de recursos era significativamente superior ao que suas atividades legais justificariam.

Operação Vérnix: o que foi deflagrado

Batizada de Vérnix, a ação cumpriu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. O objetivo é interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar ativos de origem criminosa e enfraquecer a estrutura econômica do PCC.

Além de Deolane, a operação atingiu familiares do líder da facção. Marcola estava detido em regime federal e teria dado ordens para o planejamento de ataques, coordenando o esquema de lavagem por meio da transportadora. A Justiça determinou o bloqueio de bens, bem como o sequestro de imóveis e veículos ligados aos investigados.

Quem são os Camacho

  • Marco Willians Herbas Camacho (Marcola): líder da facção, detido em penitenciária federal, apontado como controlador da transportadora envolvida.
  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior: irmão de Marcola, preso; exercia papel central na gestão da transportadora e definia percentuais de repasses por meio da filha.
  • Paloma Sanches Herbas Camacho: sobrinha de Marcola; atuava como mensageira e gestora indireta do patrimônio, intermediando ordens para a transportadora.
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho: sobrinho de Marcola; tinha como beneficiário direto parte da lavagem, com movimentação relevante de recursos.

Marcola e Alejandro já estavam detidos; Paloma está foragida e é procurada na Europa. A prisão de Leonardo ainda depende de confirmação. A investigação continua para interromper o fluxo de dinheiro e desmantelar a estrutura financeira da facção.

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