Casos suspeitos de Ebola na República Democrática do Congo quase triplicaram em uma semana, chegando a 750 casos e 177 mortes até esta sexta-feira. A Organização Mundial da Saúde elevou o risco de surto para nível nacional como “muito alto” e classificou Uganda em situação de risco “alto”. O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, descreveu a situação como profundamente preocupante e afirmou que é preciso agir com máxima atenção.

Para apoiar a resposta, a OMS enviou 22 profissionais de saúde ao Congo. O diretor regional da OMS para a África, Mohamed Yakub Janabi, alertou que subestimar o risco seria um erro, destacando que a saúde na região já enfrentou mobilização menor do que em surtos recentes. “Basta um caso de contato para colocar todos nós em risco, portanto, meu desejo e minha oração é para que recebamos a atenção que o surto merece.”
O que é o Ebola A doença é provocada por um vírus transmitido aos humanos por animais selvagens, mas também entre pessoas. A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos de pessoas infectadas, bem como por superfícies e materiais contaminados.
A taxa média de letalidade fica em torno de 50%, podendo chegar a 90%. Não há registro de casos de Ebola no Brasil.
A infecção pelo vírus Ebola provoca os seguintes sintomas:
- Febre;
- Cefaleia;
- Fraqueza;
- Diarreia;
- Vômitos;
- Dor abdominal;
- Inapetência;
- Odinofagia;
- Manifestações hemorrágicas.
