O ex-prefeito de Belo Campo, José Henrique Silva Tigre, conhecido como Quinho, confirmou ter sido consultado sobre a possibilidade de concorrer como suplente do senador Jaques Wagner (PT) na chapa ao Senado. Ainda assim, ele mantém o foco na possibilidade de uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Em entrevista ao Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias, Quinho afirmou que é “soldado do PSD” e que, se houver convite oficial, não fugirá do confronto. Por ora, porém, o objetivo é viabilizar sua candidatura estadual.
Sobre a costura da chapa majoritária, o ex-prefeito disse ter sido sondado pelo senador Otto Alencar (PSD) e que o grupo está se organizando para avaliar a viabilidade da indicação. “Eu tive algumas consultas, inclusive do senador Otto Alencar, e a gente está se organizando para ver a real condição de acontecer”, afirmou. Para Quinho, a suplência na majoritária seria parte de um investimento do grupo governista para manter as lideranças no poder.
Quinho reforçou seu desejo de manter o governo na Bahia e citou Jerônimo Rodrigues e Lula como parte de um mesmo projeto: “Soldado do partido. Eu quero muito que o nosso governador Jerônimo Rodrigues seja reeleito e nosso time completo. Presidente Lula, todo o time.”
No cenário das definições eleitorais, as indefinições seguem. A duas a três meses do prazo para formalização das chapas de candidatos nacionais, as vagas para suplência de Wagner e de Rui Costa (ambas do PT) permanecem sem confirmação oficial. Fala-se nos bastidores que Otto Alencar pode ter peso decisivo, e que o PT aguarda a sinalização dele para fechar alianças.
Entre as outras movimentações, o PCdoB, integrante da federação PT-PCdoB-PV, formalizou, em março, a indicação da vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária como suplente de um dos candidatos principais, na frente liderada por Jerônimo Rodrigues. A vereadora expressou alegria com o anúncio, embora o PT tenha indicado apenas que as chapas estavam “quase formadas” e ainda sem definições claras sobre quem ocuparia cada suplência. Fontes do grupo governista indicam que a prioridade pode recair sobre as indicações de Otto Alencar, que ainda não se manifestou publicamente sobre uma eventual indicação.
