Abrasel define texto do fim da escala 6×1 como “absurdo e inviável”

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Abrasel critica substitutivo da Câmara sobre fim da escala 6×1, apontando custos altos, prazos incompatíveis e risco para serviços essenciais.

Abrasel, a principal associação do setor de bares e restaurantes, informou em 26/5 que o substitutivo apresentado pela comissão especial da Câmara sobre o fim da escala 6×1 impõe exigências inviáveis para empresas privadas. O texto cria regras e prazos diferentes entre contratos públicos e privados, além de permitir que uma mesma empresa atue sob regimes distintos conforme o cliente.

Segundo a entidade, a disparidade de prazos é o ponto mais problemático: até 12 meses para reequilibrar contratos com o setor público, frente a apenas 60 dias para o setor privado. A Abrasel vê nisso uma proteção ao poder público que transfere o custo da mudança para as empresas privadas, gerando uma contradição grave no parecer, segundo o presidente Paulo Solmucci.

Abrasel também critica a possibilidade de uma empresa trabalhar simultaneamente nos dois setores com regras diferentes para o mesmo quadro de funcionários. “Como uma empresa vai operar com equipes submetidas a regras diferentes dentro do mesmo quadro de funcionários?” questiona Solmucci, destacando que esse choque entre regimes é impraticável e pode tornar a gestão operacional insustentável.

Outro ponto é o custo da mudança. A organização afirma que o impacto financeiro pode chegar a cerca de 20% da folha de pagamento, além da dificuldade de contratação em um mercado já com escassez de mão de obra. Com isso, a oferta de serviços pode cair ou os preços subir para o consumidor, pressionando a economia local.

Para a Abrasel, nos contratos com o governo a necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro tende a aumentar despesas para estados e municípios, enquanto o setor privado enfrenta menos mão de obra disponível. O resultado, segundo a entidade, é uma tendência de elevação de custos em toda a cadeia, com consequências diretas para a cidade e seus moradores.

Abrasel ainda afirma que nenhum país proíbe um modelo de escala como a 6×1 em lei, justamente por reconhecer a complexidade operacional e a diferença entre setores. A organização vê a proposta atual como uma ruptura sem planejamento, que não mede as consequências para serviços essenciais da sociedade.

Meta descrição: Abrasel critica substitutivo da Câmara sobre a 6×1, alertando para prazos desiguais, custos elevados e impactos sobre serviços essenciais na cidade. Palavras-chave: Abrasel, 6×1, escala de trabalho, contratos públicos, mão de obra, setor privado, economia.

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