O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, anunciou, em reunião do seu partido Servidor do Povo, que o conflito com a Rússia tende a durar pelo menos mais seis meses, até novembro, já que não há negociações marcadas e as tentativas de mediação não produziram avanços significativos. A afirmação foi confirmada pelo assessor de imprensa Dimitro Litvin, que destacou o foco total no prazo como guia para as ações do governo.
Litvin explicou que todo o esforço está centralizado nesse intervalo, apresentando o prazo como referência para manter a unidade interna e a determinação diante dos desafios. Zelenski, no encontro, reforçou a necessidade de manter a atenção firme nos próximos meses, para enfrentar as dificuldades do momento.
Desde o fim de 2025, Kiev e Moscou realizaram várias reuniões mediadas pelos Estados Unidos, com a participação de Emirados Árabes e Suíça, para tratar de questões humanitárias como a continuidade da troca de prisioneiros e a devolução de soldados mortos em combate, segundo a Ukrinform. Contudo, as divergências continuam acentuadas em pontos centrais, especialmente sobre a usina nuclear de Zaporizhzhia e, acima de tudo, sobre os territórios do leste da Ucrânia, hoje amplamente sob controle russo.
As conversas chegaram a uma pausa no final de fevereiro, após os Estados Unidos se envolverem em sua própria guerra no Irã, o que interrompeu a mediação e dificultou novas iniciativas de negociação entre Kiev e Moscou.
Apesar dos avanços em questões humanitárias, a distância entre as partes nas questões estratégicas permanece. Kiev mantém a pressão para manter o controle sobre as áreas do leste e para a gestão da Zaporizhzhia, sem sinais de novas tratativas no curto prazo.
E você, qual é sua leitura sobre o caminho para a paz na região e o papel da mediação internacional nesse processo? Compartilhe sua opinião nos comentários e entre nessa conversa sobre o futuro da Ucrânia e da região.
