Dentista investigada por deformar pacientes responde a 15 processos. Veja vídeo

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A dentista e influenciadora Mariana Barros Laranja Roeder, 44 anos, está no centro de uma investigação após relatos de complicações graves de procedimentos estéticos realizados em Vila Velha (ES). O caso envolve a abertura de 15 Processos Ético-Disciplinares no CRO-ES e o indiciamento da profissional, juntamente com o sobrinho Nathan Laranja Roeder Holz, pela Polícia Civil do Espírito Santo.

Conforme o CRO-ES, os processos incluem casos já concluídos e outros em tramitação, com o conteúdo mantido em sigilo por envolver dados de pacientes. A agência também explicou que Mariana não possui a especialidade de Cirurgia Estética Orofacial, o que a impede de realizar certos procedimentos estéticos. Entre eles estão lip lifting, corner lifting, reconstruções labiais e cheiloplastia. Em imagens divulgadas, a dentista aparece conduzindo uma “cirurgia completa de face” em um centro cirúrgico, ao lado de outros profissionais.

Nessa quinta-feira (28), o CRO-ES informou ter realizado nova fiscalização na clínica da dentista, em parceria com a Vigilância Sanitária. Durante a inspeção, foram identificadas irregularidades no alvará sanitário e na publicidade profissional. Mariana foi notificada a remover, em até 15 dias, imagens e conteúdos que mostrem a execução de procedimentos, principalmente os que não possuem autorização legal.

O caso é acompanhado pelo 6º Distrito Policial de Vila Velha. A Polícia Civil informou que o inquérito foi concluído em 2 de abril, após representação de três pacientes que relataram complicações decorrentes de procedimentos realizados em dezembro de 2025. As vítimas afirmam ter enfrentado deformidades faciais, infecções e sequelas permanentes. Mariana e o sobrinho foram indiciados por lesão corporal culposa, conforme o artigo 129, parágrafo 6º, do Código Penal, em três ocorrências. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vila Velha, solicitou diligências adicionais antes da devolução do inquérito para análise.

O MPES afirmou que acompanha os fatos apurados pela Polícia Civil e avalia os elementos para definir as providências cabíveis, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa para proteger pacientes. E você, qual a sua opinião sobre a atuação das autoridades na regulação de procedimentos estéticos e na defesa da segurança do paciente? Compartilhe suas ideias nos comentários.

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