Exposição em São Paulo conta a história do uniforme da Seleção; veja detalhes

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Uma nova exposição no Museu do Futebol, em São Paulo, mostra a trajetória da camisa amarela da Seleção Brasileira e revela como ela se tornou um símbolo de brasilidade e sucesso no futebol mundial. Em cartaz a partir desta sexta-feira, a mostra Amarelinha reúne 18 camisas originais de Copas do Mundo entre 1958 e 2022, incluindo peças usadas por Pelé, Sócrates, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr. O museu funciona até 6 de setembro, com ingresso a R$ 24, e entrada gratuita às terças-feiras.

A exposição está organizada em três eixos: Antes da Amarelinha; Camisa: vestimenta, expressão, documento; e Seleções e Copas. Além das peças, o acervo oferece olhar sobre a relação entre a vestimenta, a cultura e o meu de cada era. Ao todo, 18 camisas originais de Copas do Mundo aparecem, destacando a evolução desde 1958 até a edição de 2022, incluindo a peça de Pelé na final de 1970.

O nascimento da camiseta canarinho está ligado ao Maracanazo de 1950, quando o Brasil ficou sem o título. Em seguida, Aldyr Schlee, aos 19 anos, venceu um concurso promovido pela CBD e pelo Correio da Manhã e propôs o amarelo com gola e punhos verde e o calção azul. A estreia ocorreu em 28 de fevereiro de 1954, na vitória de 2 a 0 sobre o Chile, nas eliminatórias da Copa da Suíça, e a camisa amarela nunca mais deixou de ser a número 1 da equipe.

Segundo o curador Marcelo Duarte, a peça foi ganhando significado além das quatro linhas. “A camisa passou a simbolizar a alegria brasileira e a brasilidade, virando referência de moda e identificação do país no mundo inteiro”, afirma. O público poderá perceber como esse símbolo conquistou espaço na cultura popular, muito além do campo.

A ampliação da história envolve também a evolução do tecido. Marília Bonas, diretora técnica do Museu do Futebol, explica que o design e a tecnologia têxtil caminharam lado a lado: de peças de algodão pesadas, que resistiam mal à chuva, a modelos modernos, criados para uso comum ou até único, refletindo mudanças no esporte e na vida cotidiana.

Para Mauro Silva, ex-jogador da Copa de 1994, a amarelinha é patrimônio mundial: “a camisa transcende fronteiras e identifica o Brasil no mundo”. Ele também espera que a seleção atual preserve esse legado e que a peça possa retornar à exposição, mantendo vivo o elo entre gerações de torcedores e craques.

A mostra fica aberta até 6 de setembro no Museu do Futebol, em São Paulo. Ingressos custam R$ 24, com entrada gratuita às terças-feiras. Mais informações estão no site do museu, que reforça o papel da camisa amarela como símbolo de paixão, talento e memória da região.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Pedro Piquet se destaca no primeiro dia do Meet Brazil Racing em Brasília

Resumo: Autódromo de Brasília abre o Meet Brazil Racing com Pedro Piquet no topo, registrando 1:54.771 na McLaren 765 LT 61MS. Batistinha fica...

INEMA alerta 20 praias em Salvador impróprias para banho neste fim de semana

Resumo jornalístico Boletim de balneabilidade do Inema aponta 20 pontos impróprios para banho e 18 próprios em Salvador. A lista oficial detalha praias com...

Lula destaca Liberdade como berço de Rui Costa, Ilê Aiyê e do Vitória

Resumo: Salvador, Bahia - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta a Salvador para ato de...