A influenciadora Virginia Fonseca está na mira da Polícia Federal, em meio a apuração que envolve três empresas associadas a ela após um relatório do Coaf. A investigação busca entender a legalidade de determinadas operações e a possível ocorrência de crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro. A defesa de Virginia nega irregularidades.
Entre março e setembro de 2024, a Talismã Digital teria recebido R$ 22,4 milhões por meio de PIX e TED. O que chamou a atenção das autoridades foi o fato de o principal depositante ser uma empresa cadastrada no Simples Nacional, regime voltado a negócios de menor porte, o que suscitou questionamentos sobre a origem e o objetivo dos recursos.
Outra chamada de atenção veio com a Wepink Suplementos Nutricionais, cuja movimentação entre janeiro e março de 2025 registrou entradas de R$ 43,6 milhões e saídas de R$ 43,5 milhões. Segundo o relatório, esse volume parece incompatível com o faturamento mensal declarado pela empresa, levantando suspeitas sobre a natureza dessas transações.
A Wepink Cosméticos (Savi Cosméticos S.A.) também aparece entre as investigadas. No período entre novembro de 2023 e maio de 2024, foram identificados R$ 502 mil em 190 depósitos fracionados realizados em caixas eletrônicos de diferentes agências, um tipo de operação que, segundo o relatório, pode facilitar o rastreamento do dinheiro.
A defesa de Virginia afirmou à revista Piauí que todas as notas fiscais foram emitidas, os valores declarados às autoridades estavam corretos e havia fundamentação legal para cada movimentação. A publicação, por sua vez, relata as informações conforme apurado pela PF e pelo Coaf, mantendo o descrito como objeto de investigação.
A Polícia Federal segue acompanhando o caso, com a expectativa de esclarecer se houve irregularidades ou crimes. Até o momento, não há denúncia formal. Se você tiver comentários, sugestões ou dúvidas sobre o tema, compartilhe abaixo para a gente debater de forma aberta e responsável.
