Resumo: a disputa entre ACM Neto (União) e Rui Costa (PT) na Bahia continua em evidência, com debates que vão além de obras públicas e tocam o peso dos prefeitos nas eleições. Lideranças, inclusive Jaques Wagner, sinalizam tensões internas que ajudam a entender o tom das provocações e as estratégias dos protagonistas.
O senador Jaques Wagner, presente na chapa majoritária, indicou ao Bahia Notícias que existem brigas passadas que ainda não foram reveladas, sugerindo conflitos internos que moldam o atual embate entre as siglas e seus aliados.
Na última sexta-feira (29), durante encontro da Amurc em Ilhéus, Rui Costa rebateu críticas de Neto sobre a influência dos prefeitos nas eleições, dizendo que “ter 300 prefeitos não muda nada” e criticando a postura de desvalorizar as lideranças municipais.
O petista ainda ressaltou que a diferença entre o campo governista e a oposição não está apenas na quantidade de obras, mas na forma de olhar o outro: A diferença entre nós e eles não está só na quantidade de obras. Está também na forma de olhar o outro. De que posição a gente está olhando o outro? De cima para baixo ou olhando olho no olho?
A leitura de Rui Costa foi interpretada como mais um episódio de uma sequência de críticas direcionadas ao principal adversário do grupo governista, alimentando a percepção de disputas internas que interessam ao jogo estadual.
No dia 7 de maio, Neto voltou a afirmar que não debateria com Rui Costa, declarando: “Eu não debato com ele [Rui Costa] porque ele é candidato ao Senado. Eu debato com Jerônimo Rodrigues, que é o candidato a governador”.
Em seguida, Neto voltou a atacar Jerônimo, sugerindo que o rival tem evitado se expor publicamente: “Eu debato com Jerônimo, que, por sinal, tem se escondido por aí, falado pouco e deixado outros falarem”.
O episódio que desencadeou a reação de Rui Costa teve início em Vitória da Conquista, quando Neto minimizou o peso do apoio de prefeitos e ressaltou a força do povo local: “Eles podem vir com a máquina de governo, com não sei quantos prefeitos que eles alegam ter, porque nós temos o povo da Bahia. E eu sei que temos o povo de Vitória da Conquista ao meu lado”.
Essa fala provocou reações entre prefeitos e lideranças municipais, com o vazamento de mensagens do ambiente institucional da UPB que transformou o tema em uma arena de debates político-partidários.
E você, como lê esse embate entre as lideranças baianas? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o papel dos gestores locais no cenário estadual.
