Estudantes ocuparam, na noite desta segunda-feira (8/6), o prédio da Administração Central da USP, no campus Butantã, em protesto contra medidas que afetam a permanência estudantil. A desocupação ocorreu por volta das 20h, após intervenção da Polícia Militar, com pelo menos 10 estudantes detidos.
Entre as principais reivindicações estão o reajuste de R$ 300 no Programa de Apoio à Permanência (PAP) e o aumento do PAP–FE para o equivalente a um salário mínimo paulista. Os manifestantes também pedem a suspensão de processos disciplinares contra alunos que participaram de greves e ocupações, além de mudanças nos contratos de alimentação nos restaurantes universitários, visando a redução de custos e a melhoria do serviço.
Os estudantes defendem a ampliação dos programas de permanência, a garantia de espaços de participação estudantil na universidade e a igualdade de condições entre docentes e funcionários. A posição deles sustenta que as mudanças afetam diretamente a permanência e a qualidade de vida no campus, em especial a partir de propostas de privatização de serviços de alimentação.
Em meio à mobilização, a USP apontou uma greve geral que envolve 104 cursos nos campi da capital e do interior, com adesões em unidades como FFLCH, Poli e ECA, além de campi em São Carlos e Ribeirão Preto. O movimento, organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e outras entidades, questiona condições de trabalho, infraestrutura e orçamento da universidade.
A retirada do grupo aconteceu após a chegada da Polícia Militar, com relatos de confronto e ferimentos entre estudantes. Ao menos 10 pessoas teriam sido detidas, segundo os manifestantes, que também mencionam desmaio de um estudante e atendimento a uma aluna atingida no rosto. Até o momento desta publicação, nem a USP nem a PM se manifestaram oficialmente sobre a ocupação ou as acusações.
Além disso, os estudantes cobram que a universidade reconsidere a suspensão do transporte de estudantes de Pedagogia para o 43º ENEPe, recurso já acordado previamente e que, segundo eles, foi cancelado recentemente após as mobilizações.
O espaço permanece aberto para manifestações, conforme relato de participantes. A cobertura continuará acompanhando a evolução das negociações entre movimentos estudantis, a administração da USP e as forças de segurança.









Observação: as imagens refletem os momentos de ocupação e de paralisação, com foco nas atividades e nas ações de organização estudantil ocorridas nos campi da USP e em unidades do interior.
E você, leitor: qual é a sua leitura sobre o direito dos estudantes de reivindicar melhorias e gestão de permanência, versus as responsabilidades da universidade e da segurança pública? Compartilhe seus pensamentos e experiências nos comentários.
