O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou na manhã desta terça-feira (9) a Operação Bodyscan, que investiga uma organização criminosa suspeita de distribuir drogas no Presídio de Brumado. A ação, conduzida pelo Gaeco e pelo Gaep, contou com a atuação das 3ª e 4ª Promotorias de Justiça de Brumado para cumprir mandados de busca e apreensão e apurar crimes relacionados à entrada, guarda, transporte e distribuição de entorpecentes dentro da unidade.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em residências localizadas nas proximidades do estabelecimento prisional. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Brumado, a pedido do MP-BA, no âmbito de um procedimento que apura a possível prática de crimes envolvendo a introdução, guarda, transporte e distribuição de substâncias entorpecentes no complexo.
As investigações apontam para um esquema estruturado que teria utilizado o acesso funcional de profissionais vinculados ao serviço de saúde bucal do presídio para viabilizar a entrada de material ilícito no local, com posterior repasse a internos previamente identificados.
Os promotores indicam a participação de pessoas tanto em ambientes externos quanto internos à unidade, com divisão de tarefas e uso de meios destinados a dificultar os procedimentos regulares de fiscalização e revista. O nome da operação faz referência ao mecanismo de controle de acesso ao presídio, o bodyscan.
Conforme apurado, uma das investigadas explorava uma condição especial de saúde como pretexto para se esquivar da revista eletrônica e ingressar na unidade com drogas, sem passar pelo aparelho. As diligências visam reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos e delimitar a extensão das condutas. O material apreendido será analisado para permitir o avanço das investigações.
A sociedade pode acompanhar os desdobramentos desta ação e ficar atenta aos próximos passos das autoridades. Quer compartilhar sua opinião sobre como inibir esse tipo de atuação dentro de unidades prisionais? Deixe seu comentário abaixo.
