A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) surge como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro, posição defendida pelo irmão Eduardo Bolsonaro. Em março, ela viajou para os Estados Unidos com diárias de R$ 14,5 mil para quatro dias e meio, para participar da conferência CPAC no Texas, incluindo missa, participação em painéis e um café da manhã entre mulheres, visando a troca de experiências com representantes do movimento conservador internacional.
A viagem foi bancada com recursos da Câmara, conforme registro apresentado. Zanatta disse que esteve na CPAC para manter o alinhamento com as pautas do movimento conservador, fortalecendo contatos com lideranças internacionais que apoiam a agenda defendida pelo grupo.
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro (PL) indicou Zanatta para compor a chapa de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), na disputa pela Presidência da República. A confirmação ganhou eco entre aliados e aumentou a discussão sobre o papel da deputada na eventual chapa.
Em publicação na rede X, Eduardo afirmou que Zanatta está “à altura do cargo” por sua lealdade e pelas pautas que defende no Congresso. “Se os maus reclamam, este é o caminho”, acrescentou, reforçando a narrativa de que a escolha busca manter o Brasil alinhado com a agenda do PL.
A indicação de Zanatta representaria uma chapa puro-sangue do PL, com dois nomes do partido. Flávio Bolsonaro ainda não definiu a vice, mas declarou, em maio, ter preferência por uma mulher no cargo, o que reforça as especulações em torno de uma composição feminina na linha sucessória.
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