O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, na Chapada Diamantina, Wilson Cardoso (UPB), lamenta o desfecho do caso Flávio José: o cantor não se apresentará nos festejos juninos da Bahia neste ano, após declinar de reduzir os cachês, em linha com recomendação do Ministério Público do Estado (MP-BA) para as prefeituras baianas.
Cardoso, que admite ser fã do artista, informou ter conversado com o empresário de Flávio José, mas a iniciativa não avançou.
“Eu sou fã dele. Quem é que não gosta de Flávio José na Bahia? Mas, infelizmente, ele cobrou, no ano passado, 250 mil reais. E neste ano houve um aumento de cerca de 40%, chegando a 350 mil. Não havia nada que justificasse esse incremento: não teve uma música nova, não houve motivo claro para 40% de alta. Como presidente da UPB, liguei para o empresário dele e pedi que reduzisse 20 mil, 30 mil, qualquer ajuste para mostrar que, além de ele ser um bom artista, ele também entende o momento que passam os municípios”, afirmou Cardoso.
Em entrevista à Rádio Antena 1, a promotora do MP-BA Rita Tourinho disse que o órgão também tentou negociar para manter a agenda do cantor no estado, mas as tentativas não evoluíram.
A ausência de Flávio José nos festejos juninos da Bahia é interpretada como ilustrativa das dificuldades de conciliar expectativas artísticas com realidades orçamentárias municipais, especialmente em períodos de planejamento das festas públicas.
E você, qual sua opinião sobre esse tipo de negociação entre artistas, prefeituras e o MP-BA? Deixe seu comentário e compartilhe como você acredita que cidades podem equilibrar atrações de peso com as contas públicas.
