Tia Má fala sobre banalização do Candomblé: “Muitas pessoas querem participar sem ser, apenas pelo status”

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Maíra Azevedo participa do Elas em Cena para falar sobre o Candomblé. A jornalista e escritora foi convidada no episódio da última quarta-feira, conduzido pelas irmãs Gabi, Nanda e Dani Brito, exibido pelo Bahia Notícias, para comentar sua vivência com a religião e os desafios enfrentados no debate público.

No bate-papo, Maíra apontou o aumento de pessoas que frequentam o Candomblé e, em alguns casos, passam a falar sobre o tema de forma mais aberta. Ela ressaltou que esse movimento acontece em um contexto de racismo religioso ainda presente, onde muitos buscam respaldo ou visibilidade que vão além da compreensão dos princípios da religião.

Ela cita um “lucro” simbólico na exposição religiosa, observando que o aumento do interesse público nem sempre revela respeito aos fundamentos da prática. Para a jornalista, há quem se aproprie da fé apenas pelo status que a notoriedade pode trazer, sem entender a profundidade cultural e espiritual do Candomblé.

O debate inclui a ideia de usurpação cultural. Maíra compara esse comportamento a fenômenos ocorridos, por exemplo, com o rock, o jazz e a música gospel, em que os símbolos parecem ser dominados pela indústria ou pela visibilidade, não pelos criadores originais. No Brasil, segundo ela, o desafio é manter o respeito pela origem e pela identidade por trás de cada expressão.

Maíra também relembra a censura histórica que atingiu o Candomblé e outras manifestações do povo preto. Mesmo com sinais de maior aceitação, ela aponta que muitas pessoas ainda aderem à religião apenas para ganhar reconhecimento social, em vez de compreender seus princípios. O vídeo traz trechos da fala e oferece uma visão direta sobre como o tema foi abordado no programa.

Conversa aberta e responsável. A jornalista enfatiza a necessidade de discutir o Candomblé com respeito, evitando apropriações e valorizando a riqueza cultural que a religião representa para comunidades negras. A conversa do Elas em Cena surge como convite para refletir sobre como o público e a mídia tratam o tema, incentivando uma compreensão mais profunda e autêntica.

Como você percebe o avanço do diálogo sobre Candomblé nas redes e na imprensa? Compartilhe sua leitura nos comentários e participe da discussão, buscando sempre contribuir para um debate mais consciente e respeitoso em torno de religiões de matriz africana.

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