Dois motoboys são executados em 48h; crimes deixam categoria em pânico

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Dois motoboys perderam a vida em ataques distintos no Rio de Janeiro, em menos de 24 horas, gerando alerta entre autoridades e colegas de trabalho. Os casos, com indícios de execução, são investigados pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e pela Polícia Militar, enquanto a cidade vive um clima de tensão por disputas entre facções que atuam nas ruas.

Material cedido ao Metrópoles
Motovboy sendo executado por criminoso

Na terça-feira (16/6), o mototaxista Valter Gonçalo Ferraz, 41 anos, foi morto no distrito de Suruí, em Magé, na Baixada Fluminense. Ele operava em um ponto de mototáxi na entrada do bairro quando um atirador abriu fogo e, em seguida, retornou ao local para recolher cápsulas espalhadas pelo chão. A motivação do crime ainda não foi esclarecida, e as diligências seguem sob a coordenação da DHC.

Horas antes, outro ataque brutal chocou o estado: Sandro Castro Menezes, motociclista de aplicativo, foi encontrado morto na Penha Circular, zona Norte do Rio. O corpo apresentava sinais de tortura e mais de 20 perfurações. Sandro havia saído de casa, em Realengo, para trabalhar, e a família, que o procurou durante a madrugada, recebeu a confirmação do óbito. A Polícia Militar atendeu a ocorrência, e a investigação cabe à DHC, com a Polícia Civil em busca de identificar autores e circunstâncias.

Familiares de Sandro acreditam que o motociclista pode ter entrado por engano em uma área dominada pelo crime organizado durante uma corrida. A hipótese ainda não foi confirmada pelas investigações, que também apuram se a região da Penha Circular está sob controle de grupos rivais. Sandro deixa uma filha de cinco anos; o sepultamento ocorreu na tarde de quarta-feira (17/6), em meio a muita comoção.

A Polícia Militar informou que agentes do 16º BPM (Olaria) preservaram a cena na Penha Circular, enquanto a Polícia Civil reforça que diligências para identificar autores e esclarecer as circunstâncias continuam em curso. O estado, por sua vez, aguarda desfechos que tragam respostas sobre a escalada de violência que afeta trabalhadores que dependem das ruas para ganhar a vida.

E você, o que pensa sobre a violência contra profissionais que atuam nas ruas? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe sua visão sobre as medidas que podem reduzir esse tipo de crime.

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