“Minhas filhas agora se apresentam comigo assim como fiz com meu pai”, disse o forrozeiro Cicinho de Assis ao falar sobre a parceria com Julie e Vitória de Assis, nos palcos do São João da Bahia. A apresentação trouxe emoção e reforçou a ideia de uma tradição que passa de geração em geração, com o público nordestino lotando o espaço para testemunhar esse encontro entre pai e filhas no forró.
Com quase 35 anos de carreira, Cicinho relembra o início: ele tocava zabumba aos 8 anos e, aos 13, descobriu a sanfona, paixão que o acompanha até hoje. Ao lado das filhas, nascidas na capital baiana, ele vê a continuidade de sua trajetória que começou em Senhor do Bonfim, criando uma ponte entre as raízes e o palco atual.
A diferença de origem entre o veterano do interior (Senhor do Bonfim) e as filhas nascidas em Salvador reforça a diversidade da apresentação, que atrai público de todos os cantos do Nordeste. O São João da Bahia tornou-se cenário para esse intercâmbio entre gerações, com fãs que acompanham a dupla e celebram a herança musical que corre na família.
O sanfoneiro também relembra a sua trajetória, orgulhoso da carreira que construiu e da evolução das filhas no caminho da música. A parceria com Julie e Vitória de Assis marca uma nova etapa, onde a experiência de quem já percorre palcos há décadas encontra a ousadia de jovens artistas, mantendo viva a tradição do forró.
E você, já assistiu a essa apresentação familiar no São João? Conte nos comentários o que achou da união entre tradição e renovação no forró e como a música de raiz ganha força quando passa de geração para geração.
