Durante um evento nesta segunda-feira, em Brasília, Romeu Zema (Novo) deixou clara a sua aposta por uma agenda econômica liberal e por uma privatização ampla, afirmando que “vou privatizar tudo”. Em meio a empresários, o pré-candidato destacou a necessidade de valorizar as estatais por meio de gestão técnica eficiente antes de vendê?-las, mantendo a ideia de levar ao mercado o que puder ser privado.
Zema argumentou que o governo federal — assim como os estaduais — deve se concentrar em áreas prioritárias, deixando para a iniciativa privada apenas o que não pode ser delegado. “O governo federal, como o estadual, já tem muito o que fazer quando se fala de saúde, de educação, de segurança e de infraestrutura naquelas áreas que não são possíveis de serem concedidas.” Para ele, o excesso de atribuições do aparato público atrapalha a entrega de serviços essenciais.
O pré-candidato citou o Banco Master e os fundos de pensão como exemplos de distorções associadas ao setor público. “Banco Master… Será que é isso que nós queremos no futuro? Parece que o setor privado não se envolve. Mas aquilo que é do Estado está sempre sujeito.” Ele enfatizou que estruturas públicas precisam ser repensadas para não comprometer a eficiência econômica nem a competição no mercado.
Na Bahia, a discussão faz referência à privatização da antiga Empresa Baiana de Alimentos (EBAL), responsável pela rede Cesta do Povo, em 2018, durante o governo Rui Costa. O ex-governador foi questionado sobre possíveis ligações entre a venda do ativo e o caso envolvendo o Banco Master, e afirmou em entrevista que “Na época que nós vendemos a Cesta do Povo, com o cartu00e3o Credcesta, nem Banco Master existia.”
O tema também remete a episódios de corrupção que marcaram o país, segundo Zema, que criticou o uso político de estatais. Com base na sua experiência em Minas Gerais, ele disse que as estatais têm servido, muitas vezes, a agendas políticas em vez de fomentar desenvolvimento econômico, citando o Petrolão como referência histórica para o debate sobre rumo da gestão pública.
E você, qual é a sua visão sobre privatizações e o papel do Estado na economia? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como você vê o equilíbrio entre eficiência privada e responsabilidades públicas neste debate que influencia o futuro do Brasil.
